O Desafio da Mobilidade Urbana: Balanço da EPTC aponta urgência na Segurança Viária em Porto Alegre
Balanço da EPTC aponta urgência na Segurança Viária em Porto Alegre
O último balanço operacional divulgado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) expõe um cenário complexo para a mobilidade urbana em Porto Alegre. Entre as 18h de sexta-feira (17) e as 6h desta segunda-feira (20), a capital gaúcha registrou um volume expressivo de 112 sinistros de trânsito, o que representa, estatisticamente, uma ocorrência a cada 32 minutos. O dado aciona um sinal de alerta para especialistas e autoridades sobre o comportamento dos condutores nos períodos de maior fluxo.
Radiografia dos Incidentes e Impacto Social
A análise técnica dos dados revela que, embora 43% das ocorrências (49 casos) tenham se limitado a danos materiais, a maioria dos sinistros (62 registros) envolveu vítimas de diferentes graus de gravidade. Entre eles, uma fatalidade será submetida ao rigoroso escrutínio da Comissão do Programa Vida no Trânsito. Este órgão multidisciplinar tem a missão de dissecar as variáveis — desde falhas humanas a deficiências na infraestrutura viária — para fundamentar políticas públicas de redução de danos na capital.
A Vulnerabilidade dos Usuários e o Fator Velocidade
Um dos pontos centrais destacados pela EPTC é a exposição de pedestres e ciclistas, os elos mais frágeis da corrente de mobilidade. O monitoramento indica que atropelamentos e colisões de alta energia mecânica seguem no topo das preocupações. Há um consenso técnico, reforçado pela gestão municipal, de que o limite de 50 km/h é o divisor de águas entre a sobrevivência e o óbito em perímetros urbanos; acima deste patamar, a capacidade de reação diminui e a severidade do impacto escala exponencialmente.
Fatores Preponderantes de Risco no Primeiro Semestre
Para além dos números do final de semana, o histórico consolidado de 2025 oferece uma base sólida para a prevenção. As investigações da EPTC apontam que a tragédia no trânsito raramente é fruto de um “acaso”, mas sim de uma sucessão de condutas de risco recorrentes:
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Imprudência nas Interseções: O avanço de sinais vermelhos e a negligência com paradas obrigatórias.
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Abuso de Velocidade: Condução acima do permitido ou inadequada para as condições da via.
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Déficit de Habilitação: Condutores sem a devida formação técnica operando veículos.
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Embriaguez ao Volante: O persistente desafio da combinação entre álcool e direção.
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Irregularidade de Circulação: Conversões proibidas e tráfego em locais não permitidos.
A conscientização coletiva, aliada a uma fiscalização estratégica, permanece como a ferramenta mais eficaz para reverter esse panorama e garantir um trânsito mais humano e seguro para todos os porto-alegrenses.
Fonte : Agora RS
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